sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Taty, a boneca contadora de histórias com Kamishibai : Divulgar a literatura infantil para a criançada é um prazer!












"O importante é motivar a criança para leitura, para a aventura de ler"

Ziraldo



Tatyanne Valdez

Contadora de histórias

Kamishibai (instrumento japonês usado para contar histórias ilustradas em um papel)






domingo, 15 de julho de 2012

Emília em "A Reforma da Natureza" de Monteiro Lobato e a importância da Contação de história nas bibliotecas escolares


"Ensinar a gostar de ler não é uma tarefa fácil, mas para tanto é preciso compreender a relação do gosto pela leitura com a etimologia da palavra "saber".  Do latino "sapere" tem vários significados o qual destaco o significado ter "sabor", conhecer através do paladar, ter gosto. Então, para ter o gosto pela leitura é muito bom saborear as palavras, deliciarmos as histórias e as novas descobertas nos livros,  aumentando o nosso conhecimento.  Não é à toa que a Emília personagem de Monteiro Lobato no livro, A reforma da Natureza, pretende transformar os livros em pão! A leitura e o contato com os livros têm que ser prazerosa e não vista como uma obrigação para uma avaliação escolar. Para tanto é necessário a realização de diversas atividades de leitura na biblioteca escolar, tais como a contação de história, hora do conto, concurso de poesias dentre outros. " Tatyanne Valdez

"Eu amo contar histórias porque eu acredito que as histórias ouvidas e saboreadas por crianças, jovens e adultos podem transformar suas vidas..." Tatyanne Valdez

"Nunca esquecerei desse dia que eu estava contando história para um grupo de jovens senhores da terceira idade e após o termino da história uma integrante do grupo quis logo saber qual era o livro, o autor e anotou todas as informações... ver aquele grupo se divertindo com a história foi tão bom... através do livro podemos semear a alegria nos corações!" Tatyanne Valdez

Tatyanne Valdez - bibliotecária, atriz e contadora de histórias



Trecho do livro: A Reforma da Natureza

LIVRO COMESTÍVEL


Monteiro Lobato


“– [...] Que acha que devemos fazer para a reforma dos livros?
A Rãzinha pensou, pensou e não se lembrou de nada.
- Não sei. Parecem-me bem como estão.
- Pois eu tenho uma idéia muito boa – disse Emília. – Fazer o livro comestível.
- Que história é essa?
- Muito simples. Em vez de impressos em papel de madeira, que só é comestível para o caruncho, eu farei os livros impressos em um papel fabricado de trigo e muito bem temperado. A tinta será estudada pelos químicos – uma tinta que não faça mal para o estômago. O leitor vai lendo o livro e comendo as folhas; lê uma, rasga-a e come. Quando chega ao fim da leitura, está almoçado ou jantado. Que tal?
A rãzinha gostou tanto da idéia que até lambeu os beiços.
- Ótimo, Emília! Isto é mais que uma idéia-mãe. E cada capítulo do livro será feito com papel de um certo gosto. As primeiras páginas terão gosto de sopa; as seguintes terão gosto de salada, de assado, de arroz, de tutu de feijão com torresmos. As últimas serão as da sobremesa – gosto de manjar-branco, de pudim de laranja, de doce de batata.
- E as folhas do índice – disse Emília – terão gosto de café, serão o cafezinho final do leitor. Dizem que o livro é o pão do espírito. Por que não ser também pão do corpo? As vantagens seriam imensas. Poderiam ser vendidos nas padarias e confeitarias, ou entregues de manhã pelas carrocinhas, juntamente com o pão e o leite.
- Nem precisaria mais pão, Emília! O velho pão viraria livro. O Livro-Pão, o Pão-Livro! Quem souber ler lê o livro e depois come; quem não souber ler come-o só, sem ler. Desse modo o livro pode ter entrada em todas as casas, seja dos sábios, seja dos analfabetos. Otimíssima idéia, Emília!
- Sim – disse esta muito satisfeita com o entusiasmo da Rã. – Porque, afinal de contas, isso de fazer os livros só comíveis para o caruncho é bobagem – podemos fazê-los comestíveis para nós também.
- E quem essa idéia a você, Emília?
- Foi o raciocínio. O livro existe para ser lido, não é? Mas depois que o lemos e ficamos com toda a história na cabeça, o livro se torna uma inutilidade na casa. Ora, tornando-se comestível, diminuímos uma inutilidade.
- E quando a gente quiser reler um livro?
- Compra outro, do mesmo modo que compramos outro pão todos os dias.
A idéia, depois de discutida em todos os seus aspectos, foi aprovada, e Emília reformou toda a biblioteca de Dona Benta. Fez um papel gostosíssimo e de muito fácil digestão, com sabor e cheiro bastante variados, de modo que todos os paladares se satisfizessem. Só não reformou os dicionários e outros livros de consulta. Emília pensava em tudo.” (p.37-38).


(Fonte: LOBATO, Monteiro. A reforma da natureza. São Paulo: Globo, 2008. 72p.)

domingo, 8 de julho de 2012

Jornal do Brasil - Especial Drummond - Governo lança na Flip programas para internacionalizar literatura brasileira

"Rio de Janeiro - A Fundação Biblioteca Nacional (FBN), do Ministério da Cultura (MinC), anunciou hoje (4), na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que ocorre nessa cidade fluminense, novos programas  para a internacionalização do livro e do escritor brasileiro.
A iniciativa faz parte da segunda etapa do Programa de Internacionalização do Livro e da Literatura Brasileira. As ações serão coordenadas pelo recém-criado Centro Internacional do Livro da FBN e preveem investimentos de R$ 76 milhões até 2020."
[...] Para continuar lendo, clique no link:

A Literatura Infantil merece atenção no Brasil!!!
Por isso, Taty, a boneca que adora contar histórias, têm um repertório de autores nacionais!!!
Viva a divulgação da literatura infantil brasileira!!!!

Contação de história:  "Fábulas" de Monteiro Lobato

Contação de história: "Chapeuzinho Amarelo" de  
Chico Buarque

domingo, 17 de junho de 2012

Taty, a boneca contadora de histórias gravando o programa ABZ do Ziraldo, da Tv Brasil







"O gato vaidoso" fábula de Monteiro Lobato, foi a história contada pela boneca Taty.


domingo, 27 de maio de 2012

Contação de História na Biblioteca com Kamishibai








Taty, a boneca contadora de história, divertiu a criançada com uma linda história de Antenor Tapir, um personagem fascinado sobre livro e leitura. A criançada adorou a história contada por meio da Kamishibai, um instrumento japonês usado para contar histórias. Depois da contação, as crianças foram convidadas a declararem o seu amor pelo livro através de lindos desenhos!!!!!

Livro:

BARONIAN, JEAN-BAPTISTE. 
ANTENOR TAPIR


Sinopse:
Antenor Tapir só tem uma paixão na vida: ler livros. Antenor lê o tempo todo, em todos os lugares. Até no banheiro e escovando os dentes. E seus livros favoritos são os de figuras que contam histórias de detetive. Um dia, o livro de Agatha Cricri sumiu da Biblioteca. O Antenor teve de parar de ler e virar detetive de verdade para encontrar o livro e o ladrão.



Leitores Depredadores, Livros furtados e Exemplo de imagens para conscientizar o cuidado com os livros!

Saiu uma matéria no Jornal O Globo de 13 de janeiro de 2007 que trata sobre um assunto que ocorre em muitas bibliotecas: furto e depredação de livros. Esse é um problema que muitas bibliotecas tentam resolver utilizando recursos de segurança como também, educando usuários por meio de sinalizações e campanhas que servem para sensibilizar o cuidado com os livros.
Destacarei aqui os variados tipos de leitores depredadores, que constam na matéria do jornal supracitado.


"O Depredador: 
- Há leitores que, impossibilitados de retirar a obra por algum sistema de segurança, arrancam capítulos inteiros do livro e os levam para casa.


O Arremessador:
- Para burlar o sistema de segurança na saída, os larápios jogam os livros pela janela e o recuperam depois de deixar na biblioteca.


O Egoísta:
- Esquecendo-se de que se trata de um bem público, estudantes sublinham os livros como se fossem seus. Isso influencia a leitura do próximo leitor


O mágico:
- Quanto a biblioteca não conta com o portal magnético, bolsa, mochilas e até calças são usadas para esconder o livro e deixar a instituição.


O Cara-de-pau:
- Depois de pegar emprestado um livro esgotado, alguns colecionadores preferem pagar a multa, alegando que perderam o livro, do que devolvê-lo."




EXEMPLOS DE IMAGENS DE CAMPANHAS PARA PRESERVAÇÃO E CUIDADO COM OS LIVROS














DICA de LIVRO: sobre livros danificados, furtados e perdidos!


Autor:

Freund, Wieland


Livro de Lisa

O livro de Lisa: uma aventura no mundo da literatura
Tradução: Luis A. Oliveira de Araújo
São Paulo: Melhoramentos, 2006
- 315 p.
ISBN: 85-06-04626-2

Título original: Lisas Buch









Para Lisa, seria apenas mais uma manhã na biblioteca, uma manhã como qualquer outra, não fossem os dois garotos estranhos que apareceram de repente. E por que estariam tão interessados no livro que o velho bibliotecário estava escrevendo? Antes que possa responder a essa pergunta, o livro desaparece, e Lisa embarca em uma fantástica aventura, acompanhada por ninguém menos que Tom Sawyer e Huckleberry Finn! Nesse universo da literatura, Lisa e seus novos amigos se juntam a outros personagens famosos, como Robinson Crusoé, Frankenstein, Capitão Nemo e Dom Quixote. Todos com o objetivo de salvar o livro do bibliotecário das mãos do malvado Capitão Ahab e dos terríveis macacos de tinta.

 Fonte: http://www.goethe.de/ins/br/lp/prj/dgl/kin/afw/ptindex.htm


VIDEO SOBRE CUIDADOS COM OS LIVROS:

http://www.youtube.com/watch?v=A6EczmVz1PU



sexta-feira, 18 de maio de 2012

Frases sobre livro e leitura e "O livro das coisas perdidas" de John Connolly.


"Os livros são as abelhas que carregam o célere pólen de uma mente à outra."

James Russell Lowell (1819-1891) 

"O maior dom é a paixão pela leitura. É barata, consola, distrai, emociona, dá-nos conhecimento sobre o mundo e uma enorme experiência. É uma iluminação moral."

Elizabeth Hardwick (1916-2007)
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INDICAÇÃO DE LIVRO:


"Apesar da demanda de fôlego (mais de 400 páginas) o livro é de uma beleza comovente para os amantes da literatura. Um menino que perde sua mãe contadora de histórias, mais bem a leitora em voz alta que lhe apresentou as fronteiras do mundo entre o real e o imaginário, segue escutando sua voz, ou melhor a das personagens que  vivem na pequena biblioteca que lhe resta como sua memória. A viagem com os livros lhe vai permitir viver para além da solidão do sótão, atravessando etapas e momentos pessoais, apoiado nas tramas que lê: um mergulho no autoconhecimento, parecido com o de Marina Colasanti, em Onde está Ana z?"
 Eliana Yunes - Diretora da Cátedra UNESCO de Leitura PUC-Rio